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Kein titel
Kein titel
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Apaga-me os olhos; ainda posso ver-te
Tapa-me os ouvidos; ainda posso ouvir-te
E sem pés posso ainda ir para ti
E sem boca posso ainda invocar-te
Quebra-me os braços e posso apertar-te
Com o coração como com a mão
Tranca-me o coração e o cérebro latejará
E se me deitares fogo ao cérebro
Hei-de continuar a trazer-te no sangue
Rainer Maria Rilke
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28 Janeiro 2007
6 comentários:
Rilke...um dos últimos poetas que "descobri" e vou descobrindo... Um grande poema de amor e desejo. Ou o simples amor puro.
bj
Lou Andreas-Salomé inspirou tantas pessoas...
O Grande Rodin... a arte de padeiro. Amassou primeiro e esculpiu depois. Eternas portas do Inferno. Que influência sobre Rilke!!!
Trieste, sempre Trieste. Já Joyce dizia...
Rilke. Nunca lhe percebi a tristeza. Essa mesmo que fez nascer os existencialistas...
se me apagarem, continuarás a brilhar dentro de mim, mesmo que não se veja
O Beijo de Sempre,
J.
eu não consigo "descobrir" os poetas, abssinto. apenas a membrana que lhes envolve a alma: o poema.
e este é, realmente, a paixão em forma de palavras.
beijo
Rilke pode não ter sido triste. Podem ter-lhe acontecido coisas tristes e terem sido elas a origem do que nos mostrou.
Ter como amante uma mulher como Lou Andreas-Salomé também deve ter produzido marcas. Embora não saiba porque não marcas de alegria.
Não sei nada. Desisti de perceber as pessoas. E a existência.
Não é bem rendição mas anda lá perto. É despertar. É lucidez.
(Saudades de mim...)
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Beijo
Rilke...um poeta do amor...do desejo...como eu!
Nada morre no meu ser
Apenas adormece
Como um balão de água que enche
Vai ficando transparente
Cresce e desce sem ninguém
Nem nada que o sustente
...
Mariamar
todos os poetas amam algo, luisa.
uma pessoa, uma causa, a si próprios, o próprio amor...
é um estado de alma.
bjs
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