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Balas de insulto
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um fusil com
balas de insulto pede-me
a pontaria certa para a queda.
a ferida entreaberta que desce o corpo,
atabalhoadamente,
sem cores, talvez rubra,
talvez não, chama-me.
doem-me as mortes, até as verdadeiras.
como se fossem falsas,
como se me agonizassem sem que eu peça que mintam.
são mentira, as balas de insulto, de fel insulto.
é mentira a arma com que se dispara a emoção, ou as rajadas de emoção.
a inércia dá à costa, e as lágrimas dispõem-se em areal para a receber.
então eu marco um lanche na minha agenda.
um lanche comigo mesmo, ao qual não chegarei a tempo.
tenho fome, tenho fome de um fusil de verdade.
balas de insulto pede-me
a pontaria certa para a queda.
a ferida entreaberta que desce o corpo,
atabalhoadamente,
sem cores, talvez rubra,
talvez não, chama-me.
doem-me as mortes, até as verdadeiras.
como se fossem falsas,
como se me agonizassem sem que eu peça que mintam.
são mentira, as balas de insulto, de fel insulto.
é mentira a arma com que se dispara a emoção, ou as rajadas de emoção.
a inércia dá à costa, e as lágrimas dispõem-se em areal para a receber.
então eu marco um lanche na minha agenda.
um lanche comigo mesmo, ao qual não chegarei a tempo.
tenho fome, tenho fome de um fusil de verdade.
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Nuno Travanca
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26 Novembro 2006
4 comentários:
o pior é que isso vulgarizou-se...
poucos pensam antes de abrir a boca. enquanto a verdade exige reflexão e dá trabalho, o insulto dispara-se como uma bala e funciona na grande parte das vezes como uma catarese de problemas subconscientes ou mesmo inconscientes.
pummmm! 19:40 ao poder!
realmente, st. j., poucos pensam antes de abrir a boca e depois é a desgraça que se sabe.
nomeadamente nos insultos...
:)
tá bem, nuno, 19:40 ao poder!
(criei um ditador)
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