Tactear o transitório. Ser fulguração. Sentir o esgar da revolta, da ironia, do espanto...

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Acordai!
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Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

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Música: Fernando Lopes Graça
Letra: José Gomes Ferreira

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Como homenagem a Fernando Lopes Graça, no ano do centenário do seu nascimento.
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Mas também porque me lembrei de gritar o mesmo mote a quem ainda acredita na quase desarmante candura dos dois novos senhores do mundo ao elaborarem, tão oportunamente (demasiado oportunamente), estas conspirações contra si mesmos, como a de ontem. Acordai!

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11 Agosto 2006

2 comentários:

antónio m p said...

Bem haja por nos lembrar estas e outras coisas que farão sempre falta...

o alquimista said...

Não conhecia, apreciei...

Beijo

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