Tactear o transitório. Ser fulguração. Sentir o esgar da revolta, da ironia, do espanto...

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Rua
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A rua é sempre a mesma
Acima abaixo abaixo acima
Entras nas casas nos bares
Nas camas
Calas
Encontras este e aquela
Entras neste e naquela
Fornicas a solidão
Facas guerras guitarras
Ilhas descobertas
A coisa arde queima
Cais Levantas-te
E depois sais
Como se não fosse nada

É sempre a mesma rua
O mesmo copo
A mesma canção
E tu gostas.

António Pedro Ribeiro
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09 Outubro 2006

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