Tactear o transitório. Ser fulguração. Sentir o esgar da revolta, da ironia, do espanto...

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Claro que sim, claro que sim...( não bebes é mais nada hoje)
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O amor quer a posse, mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha? Se não possuo o meu próprio ser, como possuirei um ser alheio? Se sou já diferente daquele de quem sou idêntico, como serei idêntico daquele de quem sou diferente.O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada.
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Bernardo Soares ( Livro do Desassossego)
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31 outubro 2006

4 comentários:

B.A.B.E. said...

tou melhor, obrigada...

e agora volto a sentir outras dores que ficaram para segundo plano com a dor de dentes.

já prometi que, quando me passarem as dores de dentes, vou celebrar a não existência de dores na minha boca, todas os dias, durante um mês!

gostei deste*

Letras de Babel said...

celebrar qualquer coisa todos os dias, durante um mês, gera a dor dele acabar...mas é só mais uma a acrescentar às outras que estavam em segundo plano...

mas isso todos sabemos...

bjs

L said...

ele ia lá aguentar, não beber mais nada... o abel até deve ter fecahdo assim que ele morreu :-)

Letras de Babel said...

não alimentes o meu cinismo, luis...é tão triste o meu cinismo.

e o teu também, já agora...

bjs

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