Tactear o transitório. Ser fulguração. Sentir o esgar da revolta, da ironia, do espanto...

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de rompante
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que culpa tenho eu
de ser uma coisa
tão transparente
que ninguém vê?

e de não perceberem o óbvio
em entrelinhas de medo
( que me anula )
de dizer que

continuam a encantar-me
pingos de chuva
no vidro do meu carro
quando percorro
dias de tempestade

por exemplo.
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17 Junho 2006

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